A Insustentável Leveza do Meu Ser

A vida está em outro lugar

A determinada altura da sua vida começou a duvidar do amor. Até falava e escrevia sobre ele mas sempre de uma forma tão lírica e platónica que, na sua mente, só tornava o amor ainda mais irreal e impossível. Sabia que existiam pessoas que se gostavam, outras que se suportavam e outras que estavam unidas por aquilo que tinham ou que organizaram em comum. Sabia, oh se sabia, que existiam pessoas capazes de fazer acelerar mais o nosso coração, capazes de fazer-nos levitar e outras ainda com capacidades de, sem nos tocar, levarem-nos ao céu. Sabia isso tudo mas, sabia, dentro das suas certezas, que o amor não era nada disso. Chamem-lhe o que quiserem mas amor não é certamente porque ele não existe e muito menos assim.

Até que um dia, já madrugada avançada, o telefone tocou. Queriam-lhe informar, com muitos lamentos, que fulano de tal tinha tido um acidente de automóvel. Depois do choque inicial, ela perguntou se já tinham avisado a família. A hesitação e atrapalhação do outro lado originaram uma resposta sincera: “ Não. Ligámos só para si porque o seu número está gravado neste telemóvel como Amor.”

E ela, que tinha acabado de descobrir da maneira mais estúpida e cruel que o amor até pode existir, constatou pouco depois que pior do que não ser o amor de alguém é ser o amor de ninguém.

6ª feira- dia de B Jobs

Sexta-feira, quase sábado, ele mandou-lhe uma mensagem. Ela respondeu-lhe e, poucos minutos depois, ele tocava-lhe à campainha. Reparem, era sexta, quase sábado, mas ainda sexta, e por isso dia de B Jobs.

Boa sexta-feira!

Viver sózinha (às vezes) cansa

Às vezes, eu gostava de ter um homem cá por casa só para:

-explicar-me o porquê de tanta euforia em relação a um jogo de futebol Portugal - não sei quem

-mudar-me a lâmpada da casa de banho que está fundida desde ontem

-…



Só isso. Agora vou ver se o meu vizinho, que percebe de futebol, empresta-me um escadote.


...ou então sirvo o vinho assim....

Relationships for Dummies

Quem lida com clientes sabe que existe uma diferença entre factos e opiniões e é essa diferença que dificulta a comunicação entre empresas e a grande maioria dos clientes. O número de reclamações mal elaboradas, recheadas de opiniões e frases subjectivas, é tão grande que algumas empresas precisam de formar pessoas para resolver reclamações. São pessoas, normalmente, com muita paciência, com algum poder de argumentação e cuja função não é mais do que pulverizar uma reclamação e esperar que as manchas dos factos sobressaiam. São pessoas objectivas e assertivas mas são sobretudo muito racionais. Algures na minha vida profissional eu já geri reclamações. Grandes reclamações, de grandes clientes, de grandes contas. Tudo em grande, portanto.

Percebo agora que, em parte, essa objectividade condicionou a minha vida pessoal. Se à luz dos factos as coisas corriam aparentemente bem, em termos não tão objectivos eu deveria ter dado mais importância aos pressentimentos, abandonando assim quaisquer laivos de racionalidade não desejada nas relações. Claro que analisar as relações de uma forma objectiva é muito mais seguro.

O problema da objectividade é que, tal como a verdade, existe ou não existe, sem espaço para meios-termos. Mas um relacionamento sem objectividade é um grande risco, não é?

Um dia hei-de servir o vinho assim....


Desde já peço perdão pelo meu momento de exibicionismo, vaidade ou outra coisa qualquer que lhe queiram chamar. Mas, meus senhores, há quem faça posts sobre os sapatinhos, malinhas e vestidinhos. Aqui não vão ver nada disso mas tenho que partilhar com vocês a minha recente compra. Linda que até dói, tem tudo, tudo, e até banquinhos que aquecem o rabiosque. Senhoras e senhores, directamente do stand para a minha garagem, a minha prenda de Natal.




Adenda 1: enquanto estava aqui a namorar os documentos da minha prenda, reparei que comprei mesmo uma carrinha numa sexta-feira 13. Houve uma vez na minha vida em que também tomei uma decisão por impulso numa sexta-feira 13: há uns anos atrás pedi o meu ex-marido em namoro. Aquilo não acabou bem. Espero que o facto de eu ter atravessado as portas do stand já depois da meia-noite sirva de atenuante.

Adenda 2: Nesta sexta-feira 13, ao tentar colocar um espelho novo na casa de banho, parti-o. Dizem os descrentes que eu terei sete anos de azar.

Resta-me a esperança de o meu gato permanecer branco e castanho.

6ª feira, 13 de Novembro- No Jobs for the boys



Felicidade Clandestina

Afinal há mais vida para além daquela vida pré-cozinhada, empacotada e pronta a consumir.

Hoje fui comprar mobília para a casa que habito há mais de um ano mas que, por falta de tempo, tinha pouco mais que uma mesa, sofá e cama. Ajudei dois senhores idosos, um a atravessar a rua e outro a tirar um ticket num parquímetro, que me devolveram sorrisos. Almocei com quem não estava há um ano apesar de trabalhar e morar na mesma cidade que eu. Brinquei com uma criança, fui ao cinema e li quase cem páginas do meu Bolaño. Apalavrei um carro, perdão, uma carrinha. Sentei-me num banco da Avenida da Liberdade a observar as pessoas e a tirar notas. Fui a pé até ao Chiado onde bebi café com um amigo. Andei de metro, coisa que não fazia desde o tempo em que só havia duas linhas. Pedi uma informação a um cavalheiro com uma gravata bonita, que aparentava ter pressa mas que voltou atrás para auxiliar-me. Agradeci-lhe e ele, apontado para o livro que eu trazia na mão, disse-me que também estava a ler o 2666. Fomos na viagem de metro a falar do livro e despedimo-nos com sorrisos e um até à próxima. Jantei com amigos que, julgando-me deprimida, apareceram de surpresa, com boa disposição e vontade de sujar a minha cozinha. Durante todo o dia, o telefone não parou de tocar. Só boas noticias, carinho e propostas de trabalho.

Foi assim o meu primeiro dia de desempregada.

Afinal há mais vida e ela estava a escapar-me. Vou aproveita-la até ao final do mês, ou se me deixaram, até ao final do ano.

Este blog pode ter publicações mais irregulares. Sabem, é que eu estou por aí a viver.

Territórios de Caça


O problema dos clichés é saber distinguir um bom cliché, aquele que é intemporal e que preenche os nossos sonhos, de um mau cliché, aquele que é kitsch e sem imaginação nenhuma.

Reparem, uma noite de chuva, com a companhia ideal, a beber um bom vinho, diante de uma lareira, é um excelente cliché. Conhecem alguém que não goste?

Por outro lado, oferecer flores, ou pior, mandar entrega-las no local de trabalho, é kitsch e coisa para irritar-me profundamente. Sobretudo se é o meu último dia de trabalho e eu tenho mais coisas a atormentar-me.

O problema, para além de eu não gostar de flores, prende-se com o facto de detestar qualquer ruído relacionado com a minha vida pessoal, sobretudo no local de trabalho.

E um ramo de flores numa empresa, com uma recepção maior do que a minha casa e com tantos seguranças, é algo para provocar algum ruído.

Bolas. Se ainda fosse um livro…

Uma Conspiração De Estúpidos

Como é que nós podemos achar estranho que adultos, homens e mulheres, se comportem como crianças mimadas, amargas e mal-educadas, se empresas, conceituadas e cotadas em bolsa, têm exactamente o mesmo tipo de comportamento?

Ah, já sei, porque essas empresas são geridas por esses mesmos adultos.

Os meus problemas

Das duas, uma. Ou eu tornei-me mais intransigente, ou mais impaciente. Ou ambas. Ou nenhuma e, simplesmente, estou mais velha. O que é certo é que, ultimamente, tudo me parece aborrecido e todas as pessoas à minha volta me parecem doidas. Há fortes probabilidades de a loucura estar no lado, é um facto, mas enquanto não me convencem disso, eu não faço fretes, não aturo cenas nem entro em filmes.

Liberdade, ok?

Só quero mesmo deixar esta imagem....

6ª feira- dia de B Job

Parece que vai chover este fim-de-semana.

Livro dos Homens

É uma pena alguns homens ainda não terem percebido que a gravata está para o homem como a lingerie para a mulher, com a desvantagem de que é mais visível. Pior é mesmo uma má combinação gravata-camisa. Há homens que se fossem mulheres vestiriam um soutien La Perla com umas cuecas Hello Kitty.

By the way, o paraíso existe, eu estive lá hoje, e situa-se na Rua Castilho 73C, Lisboa.

Preto, porque sim.

Psicodiagnóstico

Todas as situações da vida podem ser consideradas pequenos testes de Rorschach. Perante a mesma situação, mais ou menos dúbia, ou inconclusiva, várias pessoas podem ter interpretações diferentes.

Eu desconfio sempre das pessoas que, constantemente, têm a interpretação mais negativa.

2666


Encontro-me neste momento a meio do meu 2666 de Bolaño. Se pensam que vou fazer qualquer tipo de crítica literária, lamento mas não vou. Só queria dizer que desde que o comecei a ler, ele vai comigo para todo o lado. Já deixei dinheiro no multibanco porque, enquanto não saltava o cartão, pus-me a ler duas linhas do livro e esqueci-me do resto do mundo. Já me esqueci do jantar no microondas porque, nos dois minutos de aquecimento, fui só acabar aquela página e, dessa para outra, acabando pelo jantar transitar para o dia seguinte. Já comprei um bilhete de cinema, com uma hora de antecedência, e pus-me a ler só um bocadinho e, quando dei por mim, tive que ir à sessão seguinte.

Não consigo dizer sobre o que é o livro porque, não sendo um livro de histórias, está recheado delas. Não sei dizer que tipo de escrita tem Bolaño, porque a cada virar de página, ele surpreende-nos com algo diferente. Nem sequer sei a razão do título ser aquele número estranho. Mas garanto-vos que, como leitora, não iria tolerar a nenhum escritor, uma frase com mais de seis páginas, repito, uma frase com mais de seis páginas, com histórias cheias de histórias, ao estilo matrioskas, a não ser a Bolaño, que é absolutamente genial. E não só li num fôlego a frase com mais de seis páginas, conduzida de forma mágica pela mão do escritor, como no final apeteceu-me aplaudi-lo de pé. Somos pequenos perante a grandeza do livro.

Face a isto é fácil perceberem a minha irritação quando oiço ou leio alguém dizer: “Então, já aderiste à moda do Bolaño?”. Curiosamente, os que pensam assim, são pessoas que, adivinhem, nunca pegaram no livro e têm uma vaga ideia de ser algo semelhante, pelo menos em termos de marketing, a um Dan Brown. Ora, nós não temos todos que gostar do mesmo, mas curiosamente ainda não conheci uma pessoa, uma só, que tivesse lido o livro todo e que não tivesse gostado. O que eu não tenho é que quase esconder o livro, como se isso fosse possível, para não ter de levar com a ignorância dos outros. É que neste momento, em relação ao Bolaño, existem apenas dois tipos de pessoas: os que já leram ou estão em vias disso, e os que, por pseudo-snobismo, nunca o leram nem o vão ler porque são contra as modas. E isso já não é ignorância. É mesmo estupidez.


Ide, ide ler.

Como se diz a um homem “Quero-te” ?


6ª feira- dia de B Job

Ela pegou no telefone e escreveu “Quero-te” numa mensagem que não chegou a enviar. Pensou adicionar-lhe alguma poesia mas a tesão faz-se de palavras cruas e espontâneas. Naquele dia não queria jantares, nem conversas, nem beijos. Queria-o sentir na sua boca ao som de murmúrios e gemidos de prazer. Queria-o mas por não saber como lhe dizer, guardou o telefone e cheia de desejo foi para a cama. Sozinha.

Eu Hei-de Amar uma Pedra


Lembras-te disto, daquilo e daqueloutro que nós fizemos, passámos e vivemos? Lembras-te? Pois, eu também, mas todos os dias luto para o conseguir esquecer. Se tenho sucesso ou não na minha luta, enfim, no meu luto, isso nunca o saberás.

Mas recordas-te, seguramente, que o mundo era demasiado pequeno para nós e as palavras insuficientes para as nossas conversas. E sabes, claro que sabes, que inventávamos palavras nossas para definir vivências únicas. Não havia nenhuma palavra em nenhum dicionário de nenhuma língua que definisse tão bem aquela situação, aquela vivência como aquela palavra, acabadinha de inventar, que proferíamos um ao outro sem necessidade de explicar ou patentear. Eram as nossas palavras.

Hoje, diante uma plateia de meia dúzia de pessoas, inventei uma palavra, daquelas mesmo boas, daquelas que se tu estivesses lá irias logo perceber o primeiro, segundo e enésimo sentido. Mas tu não estavas. Ninguém, obviamente, percebeu. E eu senti-me mais sozinha. Não foram saudades, e mesmo que fossem nunca as confessaria, mas senti a frustração de quem tem de comunicar com o outro que não tem o mesmo léxico que nós.


Hum…. Esta existe e é fácil: cumplicidade.

O Tempo Deve Parar

E sem que nada o fizesse esperar, ele agarrou-a pela cintura e abraçou-a. Ela deslizou para junto dele, peito com peito, boca com boca. Deixou-se conduzir por ele e permitiu que a sua língua determinasse o ritmo e o tempo do beijo. O tempo parou para eles e o mundo paralizou numa fotografia. Ele quis beija-la e ela entregou-se a um beijo que todas as mulheres merecem. Ela inclusive.

Socialmente Correcto

Com uma dúzia de milhões de telemóveis espalhados por este país, ainda há pessoas que desconhecem as suas elementares regras de utilização.

Reparem, se eu não atendo o telefone ao final do terceiro ou quarto toque, há poucas probabilidades que o possa, ou queira, atender ao final do vigésimo, certo? Para quê deixar tocar ad aeternum?

Depois, há ainda os que, não contentes com uma chamada, insistem meia dúzia de vezes em meia dúzia de minutos. Como se a empresa tivesse ido à falência, o governo tivesse caído ou a minha casa estivesse a arder. Mais uma vez, se eu não pude ou não quis atender em determinada altura, não é por insistirem sessenta segundos depois que a situação vai alterar-se, certo?

A cereja em cima do bolo é aquela mensagem deixada depois de tanta insistência, normalmente do tipo: “ Liga-me quando puderes”. Como se eu ainda pudesse ter alguma duvida que esse alguém quer falar comigo.

Ora bem, e para que não restem duvidas, uma pessoa educada retribui todas as chamadas que devem ser retribuídas. Ligarem insistentemente só demonstra que beberam pouco chá em crianças e enviarem um sms a lembrar o óbvio é passar um atestado de estupidez. Ora, eu não gosto de uma coisa nem de outra.

Vá, respirem fundo.

E e-mails, já ouviram falar?

Desgraça

Eu, que não percebo nada de livros e muito menos de filmes, sei que há livros tão ricos que dificilmente se consegue fazer uma adaptação cinematográfica sem que o leitor, amante das palavras e das mensagens subliminares, não se sinta defraudado. Fui ver “ Desgraça”. Valeu apenas por Jonh Malkovich. O resto, o melhor, ficou no livro.

Uma Mente Brilhante

Eu podia fazer meia dúzia de piadinhas fáceis com esta “notícia”:

O especialista explica ainda que «os seios de todas as mulheres são produzidos pela mente».

Mas estou tão cansada mas tão cansada que vou para a cama, simplesmente, consolada pelo facto de eu ter uma mente poderosíssima.




A Ordem Natural das Coisas

Um dia alguém me disse, citando, provavelmente, um outro alguém conhecido, que a confiança é como um banco: se falharmos com uma prestação, nunca mais teremos crédito nessa instituição.

Este banco que vos escreve, depois de conceder tantos empréstimos e de ter suportado tantos incumprimentos, acaba de declarar falência. Sendo que todos os créditos são de alto risco e não há fiador nas relações, o melhor é mesmo fechar portas.

Parabéns!




Cool Careers for Dummies


Facto 1- Por diversos motivos, alguns bastantes graves, deixei de ser feliz no meu local de trabalho. Tudo relacionado com o trabalho oscila entre o mau e o demasiado mau para ser verdade. Acordar para ir trabalhar passou a ser um suplício e consequentemente a minha infelicidade transmitiu-se a outros factores da minha vida. Por esses motivos passei discretamente a enviar uns currículos e tenho ido a algumas entrevistas.

Acontecimento 2- Hoje uma pessoa, com quem eu trabalhei há uns ano, ligou-me. Foi meu chefe numa outra empresa, o meu melhor chefe, aquele que me ensinou tudo e tanto que não há dia nenhum em que eu, em termos profissionais, não pense nele. (Para além disso ele era o mais giro e o mais interessante dos homens com quem eu trabalhei.) Ora bem, o meu ex-chefe, agora director de uma empresa concorrente da minha, convidou-me para ir trabalhar com ele, para um cargo superior, com um ordenado superior e com regalias melhores. E a ser chefiada, finalmente, por alguém digno de respeito.

Se somarem o facto 1 com o acontecimento 2 devem estar a imaginar, como seria normal, que eu estivesse a dançar à chuva, contente de alegria, a abrir o meu Colares de 74. Mas não. Agradeci o convite, disse que iria pensar, mas em vez de estar aqui a escrever a minha carta de despedimento, estou cheia de problemas de consciência, a pensar que deveria dar mais uma oportunidade, e que estamos no último trimestre e há resultados a apresentar, e em todas as outras coisas importantes para todos, excepto para mim.

Conclusão: sou uma cobarde. Tenho desejado tanto mudar de emprego, de casa, de carro, de vida, e quando acenam-me com essa oportunidade, eu digo que vou pensar...

Cada um faz o marketing que pode.....

Romance de José Rodrigues dos Santos vai ser apresentado por ex-operacional da Al Qaeda.

Na minha caixa de emails...

Ensaio sobre a lucidez

Não gosto de Saramago. Não gosto do Saramago homem nem do Saramago escritor. Como homem vejo-o um ser rancoroso que destila ódio contra tudo e todos. Não gosto dele e suspeito que ele também não gostasse muito de mim, afinal reúno três dos seus ódios de estimação: tive formação católica, sou portuguesa e voto na direita. Como escritor, juro que tentei ler obras suas, mas, provavelmente, porque não estava predisposta, porque não gosto do autor e porque achei a escrita aborrecida, nunca consegui terminar a leitura de nenhum dos seus livros. Não me sinto mais ignorante por isso, confesso.

Sobre a polémica do novo livro de Saramago, Caim, não me vou alongar muito até porque já está tudo escrito nesta blogosfera. Existem os defensores, os que ficaram chocados com as declarações e até os que sugerem que Saramago renuncie a cidadania portuguesa. Existem também, felizmente, opiniões lúcidas.

Deixo só um pequeno apontamento. Eu acho que Saramago, com marketing com sem ele, com Nobel ou não, já devia ter idade para se dar ao respeito, começando por respeitar aquilo que as pessoas têm de mais íntimo: as suas convicções.

O resto é só um livro. Tal como a Bíblia. Têm o valor que se lhe quiser dar.